sábado, 8 de outubro de 2011

Código florestal pode incentivar preservação da floresta

Agência Estado
O senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), relator de duas comissões do Senado pelas quais a reforma de Código Florestal ainda será analisada, afirmou ontem que incluirá no projeto de lei incentivos econômicos para quem preservar florestas.

Em teoria, a ideia é vista com simpatia tanto por ruralistas quanto por ambientalistas. O senador disse, em evento para debater o Código em São Paulo, que estuda várias sugestões de beneficiar quem mantiver as árvores em pé em suas propriedades e deu exemplos do que pode ser colocado na lei.

De acordo com Silveira, uma das sugestões, a de criar um "papel verde nacional", partiu da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). "Se um estudo de impacto ambiental determinou que o projeto de uma indústria vai gerar um dano ambiental X, essa indústria então compraria papéis verdes de um cidadão que tem uma floresta. Ou seja, transforma-se a floresta num bem econômico ou, mais simplesmente, faz a árvore em pé valer mais que a árvore cortada", explica.

Segundo ele, quem cortou a vegetação irregularmente e estiver sendo multado também poderia converter a multa na compra desse papel de preservação. "Esse papel é negociável em bolsa, cria-se um ativo circulante para o País. Hoje, apesar de termos a maior floresta do mundo, só obtemos 4% do seu valor econômico."

Outra ideia em avaliação partiu do senador Eduardo Braga (PMDB-AM). Ele sugere criar um fundo a partir de recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), cobrada sobre combustíveis, dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste e outras fontes tributárias para remunerar os pequenos produtores rurais.

"O eixo dessa lei, hoje, é a do comando e controle. Ela estabelece normas e procura a preservação por meio de ameaças punitivas. Vamos mudar e o eixo principal será o econômico. O homem se move pelo bolso", afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Abraço à Ilha do Fogo comemora 510 anos do Velho Chico


     
                                                                                                                    Cristina Laura / Agência A TARDE




     Banhistas se divertem na Ilha do Fogo
     Um evento multicultural batizado de "Abrace a Ilha" será realizado neste sábado, 08, a partir das 10h, na Ilha do Fogo, que fica entre as cidades de Juazeiro (500Km de Salvador) e Petrolina (PE), como parte das comemorações pelos 510 anos do rio São Francisco.
    Segundo os organizadores, a intenção é conscientizar a população para preservar um dos pontos turísticos da região. A iniciativa é da Associação Desportiva Ilha do Fogo, que busca “despertar a sociedade civil e os poderes públicos instituídos para seu papel de proporcionar à população ribeirinha um lugar único e paradisíaco com potencial turístico e ambiental localizado nos centros das duas cidades”, explica Flávio Murilo de Souza Pires, um dos organizadores do evento.
    Flávio conta que o "Abrace a Ilha" será uma reunião de pessoas que gostam da natureza, do rio e da ilha. Atividades ligadas à cultura, esporte e lazer serão levadas ao público com apresentações de grupos musicais regionais, a exemplo das bandas Rhuka e Jagunços; prática de esportes como natação, vôlei, rapel, escaladas, caiaque e muay thai.
    O projeto trará ainda a participação de poetas, pintores e grafiteiros, que junto com o público farão um grande mutirão de limpeza da ilha e plantio de árvores nativas às margens do rio.
    Para Murilo Pires, o Abrace a Ilha precisa despertar a sociedade no sentido de “valorizar um espaço que há décadas vem sendo esquecido e deixado de lado pelos poderes públicos, principais responsáveis pela conservação do patrimônio”.
    Segundo ele, o movimento vai servir também para combater a marginalização sócio-ambiental e buscar um novo paradigma. “É preciso mostra que é possível ter um ambiente saudável e familiar sem a presença de marginais e usuários de drogas”, completa.
    O professor de Muay Thai, Jailton de Araújo Santos Bernabé, leva pelo menos duas vezes por semana os alunos de uma academia da cidade para treinar na ilha. Para ele é importante associar o esporte ao espaço da ilha pela força que tem de atrair atenção e conseguir mais adeptos. “Além disso, levar o muay thai para um local onde existe a presença de traficantes e dependentes químicos pode ter um efeito bom, se conseguirmos trazer essas pessoas para o esporte. É importante fazer a diferença e ajudar a formar cidadãos”, afirma.
    A preocupação do professor e da Associação Desportiva Ilha do Fogo tem fundamento e chama a atenção das polícias que organizam operações constantes nos dois lados da ilha na tentativa de inibir o tráfico e a presença de usuários de crack, que afastam os banhistas.
    Outra iniciativa que chega para dar visibilidade à ilha é o Projeto Surubim, criado pelo Exército, que montou uma Base Fluvial em uma das extensões da ilha. O projeto pretende atrair o público para conhecer espécies de peixes nativo do rio São Francisco colocadas em cinco tanques. A visitação é gratuita, de 7h às 17h.

    domingo, 2 de outubro de 2011

    Descarte impróprio de lixo expõe garis a risco

    Luiz Tito | Agência A TARDE


    O descarte do lixo doméstico sem a devida separação e controle pode ser causa não apenas de acidentes com materiais perfurocortantes, mas vetor para a contaminação de doenças como hepatites B e C e mesmo o HIV. O alerta foi feito por gestores da empresa Revita Engenharia, que realiza os trabalhos de coleta de lixo na capital baiana.
    “Hoje o nosso quadro de colaboradores é de 405 profissionais diretamente expostos ao risco de acidentes por perfurocortantes, e vários, em algum momento, já se acidentaram por esse motivo”, explicou a engenheira de segurança do trabalho da Revita, Cristiane Oliva de Mattos. Ela salientou que o lixo doméstico mal gerenciado é a grande causa de acidentes. “Porém não é o único, pois muitas vezes as unidades de saúde, principalmente as públicas, misturam os resíduos comuns com resíduos hospitalares”, acrescentou Cristiane de Mattos.

    Para conter os acidentes, são obrigatórios os equipamentos de proteção individual (EPIs) e as fardas, compostas de luvas, calçados de segurança, creme bacteriostático, calça, camisa e boné. “Os coletores são treinados para o uso adequado dos EPIs, quando se expõe a importância do uso de tais equipamentos”, salientou Cristiane de Mattos.
    Cultura -  A engenheira ressaltou, entretanto, que, mesmo com os equipamentos, ocorrem  acidentes. “É um problema cultural. As pessoas não costumam separar o lixo e acondicionar bem os perfurocortantes. Há períodos em que esta quantidade de lixo perigoso aumenta”, apontou.
    O engenheiro sanitário Rafael Oliveira, da UFC Engenharia, deu dicas de como descartar o lixo doméstico (ver serviço) e destacou que materiais como vidro e peças de metal podem ser destinados à reciclagem por meio de cooperativas ou ser descartados como lixo comum.

    Dicas para  descarte seguro do lixo

    1 - O primeiro passo é separar o lixo úmido (restos de comida e lixo de banheiro) do lixo seco (embalagens, vidro, metal, madeira, etc.). O primeiro pode ser descartado normalmente

    2 - Com os materiais de vidro e metal, o ideal é fazê-los retornar à cadeia produtiva, segundo o princípio de logística reversa, entregando-os à reciclagem ou devolvendo aos locais de produção
    3 - Se a única possibilidade de descarte for depositá-los em lixo comum, é importante que os materiais cortantes (lâmpadas, copos, louças e embalagens de vidro) sejam envolvidos com bastante jornal ou papelão

    4 - Já os materiais perfurantes (parafusos, arames e lascas de madeira) devem ser colocados em latas, embalagens plásticas ou embrulhados em grande volume de jornal. A serrilha das tampas das latas devem ser dobradas para dentro


    5 - As lâmpadas  fluorescentes, por ser poluentes, devem ser devolvidas aos fornecedores ou depositadas em locais apropriados. A mesma destinação deve ser dada a pilhas, baterias e a eletroeletrônicos
    Fonte  Revita Engsenharia e UFC Engenharia